6.7.08
 

Converso
assunto de hoje: a tal da yoga

Eu, que nunca me vi movendo um braço, agora entrei naquelas de Yoga. Já faz duas semanas. Um susto completo. Reviravolta na vidinha da sedentária. Mentira dizer que não há dias em que eu quero morrer de preguiça estirada em minha cama cheia de edredom vermelho e gostosuras de travesseiro. Mas a minha frase para o maridenho semana passada resume: - por favor, quando me der desânimo de ir para a yoga, me obrigue a ir. Por favor. Porque é imenso o bem estar que dá ao terminar todas as posturas, tomar meu banho e me sentir mais ali, mais presente, mais tudo." And i mean it.

Não que, durante os chamados "ásanas", eu não queira morrer de sede e de tudo. E me veja em momentos pensando "o que eu vim fazer aqui, sofrer com essa dor pelo corpo, não sei fazer nada disso, sou um desastre". Claro, sou totalmente inflexivel. No corpo e na vida. E não sei respirar. Há! Eu quis chegar no primeiro dia de aula botando pé atrás do pescoço e me achando o ó. Não consegui nem me equilibrar. Mas vou levando e sorrindo. Essa tal yoga resolveu mexer com tudo e o mais bacana são essas percepções que a gente tem, bem mais claras do que antes: nossa, sou inflexivel... nossa, sou perfeccionista... nossa, não consigo me concentrar! Calma, você tem a eternidade, nêga... Tá com pressa?

Bem legal. Vamos ver se consigo passar a marca de um mês. "Não tente, faça!" - já vem a voz de minha massagista açoitar minha preguicinha. Ela, que é um ano mais nova que eu, está casada há mais tempo que eu, mora numa casa maravilhosa cheia de mandalas, verde e tudo de bom, e ainda pratica (e dá aulas d)a tal yoga há cinco anos e quando respira, parece que tem um tufão saindo dos pulmões. Parece que a vida é o ar que sai do pulmão dela. Bem legal.


na vitrolenha:
atman - spirit

Ana Margrit | 6.7.08 | Manuscritos


reversos
outros versos
amores
clepsidra