23.2.09
 

PRESENTE
Não fui o meu melhor e perdi a tua festa. Tua presença. Aspereza. Piedade.
Pulso de infinito de sentimento. De histórias que se enganam, enroscam, navegam inda mais. Perdendo lábios, sábios conflagelos. Beijos tortos e inteiros. Discursos nossos e certeiros. Vazios de negativas. Posso conquistar a sua casa? Não, então me respondeu. Eu doí navegações, desilusões, maturidades. Sou criança de perna só. Personagem de um conto triste de viver sozinho. Verdade escorre doer inteiro. Samba de porta-bandeira de si. Linda. Só. Inda. Mais.

Ana Margrit | 23.2.09 | Manuscritos


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